Texto redigido em 23.12.2010
Agora falta pouco mais de uma semana para a posse dos vencedores da última eleição. Os desafios que os esperam, são gigantes e, estão presentes nas mais diversas áreas. A Educação é o maior deles. O mais recente Índice de Desenvolvimento Humano revelou que o Brasil apresentou grandes progressos nas áreas de saúde e distribuição de renda no último ano. Entretanto, esse mesmo IDH constatou que a média de escolaridade brasileira é muito baixa para um país que se encontra em um estágio de desenvolvimento avançado. Os números para a expectativa de anos em sala de aula são de 13,8 anos, quando esperava se por 6 a mais.
Um grande aliado para manter os jovens estudando é o professor. O problema é que está ocorrendo um crescente desinteresse pela profissão, como reflexo da desvalorização da classe. O Brasil pode ter evoluído na questão da educação, mas ainda sim, permanece atrasado. Para mudar esse quadro, os futuros governantes precisarão dar a merecida consideração ao profissional da educação. É ele que se esforça diariamente, mesmo mal remunerado, e ainda é desrespeitado por adolescentes sem disciplina.
Ampliar o tempo e a qualidade do estudo da população irá acontecer quando a sociedade refletir e reconhecer o peso da importância da educação e dos educadores. Nesse aspecto é necessária articulação entre municípios, estados e a União para formar profissionais qualificados e motivados, e que após o ingresso na empreitada escolar eles recebam uma remuneração digna, condizente com o papel tão ativo que desempenham na construção dos valores de todo cidadão brasileiro.
Apenas quando isso acontecer, a profissão será valorizada e passará a atrair novos profissionais, propiciando a revitalização da educação e auxiliando o desenvolvimento completo ao país.