terça-feira, 21 de junho de 2011

Pelo fim da impunidade

Até quando a lei fará distinção entre os cidadãos? É só analisar o caso do ex-jogador de futebol Edmundo. Em 1995 foi responsável pela morte de três pessoas em um acidente de trânsito no Rio de Janeiro, e apenas foi julgado em 1997, sendo condenado a 4 anos de prisão. Ficou um dia preso. Recentemente, voltou a ser detido. E o que ocorreu? Novamente a justiça se torna impune, e o ex-jogador fica apenas uma noite na cadeia, e é solto.
Em que momento, o país não terá mais que passar por vergonhas como essa? Esta situação confirma a tese que uns estão acima de outros perante as leis. E para reforçar isso, o crime pode prescrever ainda neste ano. E a punição como fica? Como podemos aceitar isso todos os dias, e todos os outros dribles na lei, sendo que ela tem o princípio básico de garantir igualdade de direitos diante da justiça.
O que nós, brasileiros podemos fazer? Acompanhar e cobrar. É evidente que após sucessivas situações como esta, a mudança só virá, quando realmente cobrarmos por isso. Sempre foi assim, e sempre será. Nada vale ficar resmungando que tudo é injusto. As alterações ocorrem quando os cidadãos se mobilizam e lutam pelo que é certo.
Enquanto houver beneficiários no cumprimento das decisões judiciais, a sensação de impunidade prevalecerá, e o nosso constrangimento também.

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