domingo, 31 de julho de 2011

Reflexos do outro lado do espelho

Em 1996, três neurocientistas da Universidade de Parma, após anos de pesquisas com macacos, descobriram um grupo de células na parte frontal do cérebro do símio que entrava em funcionamento cada vez que o macaco executava um movimento ou via alguém executar alguma ação. Denominaram aquele agrupamento de células de neurônios-espelho e a descoberta foi saudada pela comunidade científica. As pesquisas não pararam e, anos mais tarde, descobriu-se que os humanos têm circuitos muito mais sofisticados de neurônios-espelho
e os nossos, aparentemente, são encontrados em todas as partes do cérebro, o que explicaria o resultado na evolução das relações sociais na espécie, como a linguagem e seus intricados sistemas gramaticais.
Ando à cata dos tais neurônios-espelho, tal qual uma criança que aprendeu uma palavra nova e quer usá-la em todas as ocasiões. São eles os responsáveis pelos braços daquela bailarina que copiou os da mestra na cinzenta sala de ensaio, porque, quando os tais neurônios iluminam-se na massa cinzenta, eles permitem que nos coloquemos no lugar do outro e realmente sintamos a dor ou alegria alheias, além do entendimento conceitual. São os neurônios-espelho que nos emocionam na plateia do teatro e também são eles os responsáveis pela gargalhada que cresce numa espiral na direção do urdimento, porque mimetizam a dor, a alegria e a surpresa das personagens. São eles, enfim, que fazem os bebês imitar as expressões faciais dos adultos e, agora, acaba de me ocorrer que os santos, aqueles que são lembrados por sua piedade, devem fazer uso integral de seus neurônios-espelho. Compaixão não é coisa que se adquira sem a capacidade de viver, por um momento que seja, a vida do outro.
O mais importante nessa descoberta, entretanto, foi que a existência dos neurônios-espelho – que, em última análise, e numa hipotética projeção futura, seriam capazes de ler mentes, já que nos possibilitam ter um absoluto entendimento emocional do outro – associa
a cultura à biologia definitivamente e nos torna cada vez mais responsáveis pelas atitudes e pelo conteúdo que vamos refletir nos bilhões de pequenos espelhos nos circuitos internos das novas gerações.
Ando, por isso, também revisitando meus espelhos, resgatando imagens e gestos que ficaram aprisionados ali. Imagino que todos eles devem ter se acendido em festa ao ver Bibi Ferreira em “Hello Dolly”, quando eu tinha meus 8 anos. Tamanho foi o júbilo daquele grupo de células que nunca mais deixei de repetir a cena. Mamãe está sempre com um livro na mão e agradeço a ela pela imagem. Papai gravou na superfície de cada um deles o modo divertido de olhar a vida e me ofereceu, descubro tarde demais, todos os gestos e enunciados de humor que repito vida afora.
É bom revisitar aquilo que ficou gravado. Os espelhos com o passar dos anos tendem a perder o brilho e ficam sem a nitidez de outrora. Resgatá-los é uma tarefa mais agradável do que se supõe. É como recuperar os dados do nosso sofisticado disco rígido e afinal entender
a importância daquilo que biologicamente deixamos como a herança de um povo.
Miguel Falabella

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Professor também é vítima de bullying


Comum hoje em dia é falar em bullying. O que parece novidade nada mais é, do que uma prática antiga. Em nossa época de estudante já existia, não com uma palavra americanizada, mas que tem como significado, constrangimento, humilhação, o colocar uma pessoa em situação vexatória constantemente, como por exemplo, apelidar uma pessoa, intimidar uma pessoa... Práticas essas, muito corriqueiras no dia a dia de nossas escolas.
É normal recebermos em nossas Escolas mães, pais, ou responsáveis por crianças ou adolescentes, exigindo que se tome providências em relação a prática de bullying que seu filho, sua filha vem sofrendo de colegas na escola, chegando muitas vezes irem até as Secretarias de Educação, as Coordenadorias de Educação cobrar dessas uma atitude, pois a seu ver as Escolas não estão fazendo nada, o que normalmente não é verdade, chegando inclusive irem ao extremo de registrar ocorrência policial, porque seus filhos sofreram bullying.
Agora, dificilmente, e por que não dizer nunca se escutar falar de “bullying” contra professores, o que posso afirmar é normal, e acontece diariamente dentro de nossas escolas, isso não é levado tão a sério. Por quê? Será que é porque professor não é pessoa, é só professor? Não é ser humano? O professor não tem o direito de se sentir humilhado? Se sentir ameaçado? Ser colocado em situação vexatória perante seus alunos? Se sentir perseguido por um aluno? Agora fica a pergunta isso também não é “bullying”?
Quando um aluno é chamado de “gordo”, de “quatro olho”, de “macaco”, de “bruxa”, de “orelhudo” e por aí afora, o pai, a mãe os responsáveis vão imediatamente até a Escola pedir uma atitude contra quem esta praticando o bullying. Porém quando uma professora é chamada de “velha”, “mal amada”, “capenga”, segueta”, “solteirona”, dentre tantos outros pejorativos que não se pode nem colocar aqui, é o que? Quando esse mesmo professor é agredido fisicamente se faz o que?
Ai se chama o pai, a mãe, o responsável pelo aluno, pela aluna, e se houve deste, que o professor, a professora, e a Escola estão “pegando no pé” do aluno, afinal o aluno é uma criança, é um adolescente, e que o professor tem que saber entender essa fase que eles estão passando. Ou ainda nos dizem “eu não vou, tenho mais o que fazer, vocês são pagas para cuidar do meu filho”
Ao acontecer o bullying contra um aluno se diz que ele pode ficar traumatizado, ter sequelas no futuro, que pode até precisar de um acompanhamento psicológico pelo fato ocorrido. Mas e o professor? Este não pode ficar traumatizado? Não pode ter algum tipo de seqüela que traga problemas para continuar exercendo sua profissão? Não pode necessitar de um acompanhamento psicológico?
Se as situações constrangedoras envolvendo professores não é “bullying”, é o que? Qual o nome que deveremos dar? Que atitude deveremos tomar? Se os pais, ou responsáveis pedem punição a um aluno que praticou o bullying contra um colega, o que deveríamos ou deveremos pedir a um pai, uma mãe, um responsável quando seus filhos agem da mesma forma contra um professor?
Esta na hora do professor também fazer valer os seus direitos de “ser humano”. Afinal “direitos humanos” devem amparar a todos. “Se os alunos têm todos os direitos” do mundo, eles também têm seus deveres. O professor tem o dever de ser um bom professor, um encantador professor. Mas este mesmo professor também tem o direito de ser respeitado como pessoa, como “ser humano” que é.
 Luci Duartes

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Me mantenha.








Eu sou aquela parafusadeira sem fio que precisa ser carregada durante vinte horas para poder ser usada durante dez minutos. Eu preciso de muito tempo de manutenção.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Que valha a pena

O jovem contemplava o oceano no convés de um navio cargueiro, quando uma onda inesperada o atirou no mar. Depois de muito esforço, um marinheiro conseguiu resgatá-lo.
-Obrigado por salvar minha vida – disse o rapaz.
-Tudo bem – respondeu o marinheiro. – Mas procure vivê-la como algo que valeu a pena salvar.

domingo, 24 de julho de 2011

Inteiros












Não sei se há sensação melhor que aquela que sentimos quando conseguimos encontrar uma pessoa com quem possamos ser inteiramente nós mesmos.

sábado, 23 de julho de 2011

Labirinto


O coração da mulher é um labirinto de sutilezas que desafia a mente grosseira do homem trapaceiro. Para realmente possuir uma mulher, é preciso pensar como ela, e a primeira coisa a fazer é ganhar sua alma. O resto, doce e fofo embrulho que nos faz perder os sentidos e a virtude, vêm por acréscimo.      Carlos Ruiz Zafón 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tempo é ternura

Viver tem sido adiantar o serviço do dia seguinte. No domingo, já estamos na segunda, na terça já estamos na quarta e sempre um dia a mais do dia que deveríamos viver. Pelo excesso de antecedência, vamos morrer um mês antes.
Está na hora de encarar a folha branca da agenda e não escrever. O costume é marcar o compromisso e depois adiar, que não deixa de ser uma maneira de ainda cumpri-lo.
Tempo é ternura.
Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.
Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. Produzir sentido da absoluta falta de lógica.
Tempo é ternura.
O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.
Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.
Somente descobriremos a intensidade se permitirmos durar. Se existe disponibilidade para errar e repetir. Quem repete o erro logo se apaixonará pelo defeito mais do que pelo acerto e buscará acertar o erro mais do que confirmar o acerto. Pois errar duas vezes é talento, acertar uma vez é sorte.
Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.
Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.
Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.
Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.
Fabrício Carpinejar

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Creia

Eu acredito no rosa. Acredito que rir é o melhor queimador de calorias. Eu acredito em beijar, beijar muito. Eu acredito em ser forte quando tudo parece estar indo mal. Eu acredito que as meninas felizes são as meninas mais bonitas. Acredito que amanhã é outro dia e sim, acredito em milagres.

terça-feira, 19 de julho de 2011

E se?

O arrependimento por deixar de fazer algo é, sem dúvida, pior que arrepender-se por fazê-lo. “E” e “se” são duas palavras tão inofensivas quanto as palavras podem ser. Mas coloque as juntas, lado a lado, e elas terão o poder de te perseguir pelo resto de sua vida. Esse último trecho faz parte da carta da personagem Sophie para a de Claire, no filme Cartas para Julieta. Este é um filme que faz pensar a respeito do medo de arriscar se, e do quanto isso reflete durante a vida.

Quando a incerteza lhe assombrar, sobre dar ou não aquele passo, lutar ou não por alguma coisa ou alguém, amar ou não, simplesmente, tenha coragem de seguir seu coração. Sentir medo de avançar é normal, é humano. Medo do fracasso. Medo da rejeição. Medo do sofrimento. No entanto, esse receio tão profundo precisa e deve ser superado, ou não se terá a chance de aprender, mudar e crescer. 

Arriscar-se é ter a liberdade de pôr fim a uma incerteza, é o melhor a ser feito. Se você perder, vai saber o que aconteceu, podendo assim evitar a dolorida questão “e se...”. Afinal, nem sempre a mesma oportunidade retorna.  

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pequena Verdade



- Sabe, no deserto a gente se sente um tanto quanto sozinho.

E o pequeno príncipe responde:

- Entre os homens também!  


Antoine de Saint-Exupéry

domingo, 17 de julho de 2011

Leia 1 livro por semana, sugere "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes"

Para ser um líder, é preciso ter disciplina no aperfeiçoamento de suas habilidades, buscar a inovação, uma comunicação empática, equilibrar os desafios da vida pessoal e profissional, não descuidar da saúde física nem espiritual, anular hostilidades, inspirar-se em exemplos de cooperação. Ufa, lendo assim, até parece fácil.
Esses conselhos guiam um famoso best-seller da estante de líderes e gerentes. Com mais de 15 milhões de exemplares comercializados no mundo inteiro, o livro "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", escrito por Stephen R. Covey, foi publicado pela primeira vez em 1989. A mais recente edição brasileira (30ª) traz um novo prefácio do autor e suas respostas às perguntas mais frequentes. Covey é especialista em assuntos sobre família, consultor empresarial e professor. Seu best-seller produziu diversos filhotes, como "Vivendo os 7 Hábitos".
O texto deste guru (ele odeia o termo) da motivação é resultado de suas pesquisas sobre a extensa bibliografia que promete dar a receita para melhorar a relação do indivíduo com seu ambiente social, principalmente no trabalho. O autor consegue resumir toda essa tradição de manuais de motivação, usados pelas companhias para levantar o ânimo das equipes e maximizar seu nível de satisfação e produtividade.
Para o desenvolvimento mental, o autor recomenda a leitura frequente. Na página 355, ele escreve: "Não existe melhor maneira de instruir e expandir sua mente de modo sistemático do que o hábito de ler boa literatura. Você pode entrar em contato com as mentes mais aguçadas que existem hoje, ou que já passaram pela face da Terra. Recomendo que se inicie com o objetivo de ler um livro por mês, depois um a cada duas semanas, depois um por semana."
Segundo o autor do best-seller, literatura de qualidade, como as grandes obras, os clássicos, autobiografias, a "National Geographic" e outras publicações que expandem nossos conhecimentos culturais, bem como a literatura atualizada dos diversos campos do conhecimento, podem expandir seus paradigmas e afinar o instrumento que é a mente.
Afinal, quais são os sete hábitos das pessoas altamente eficazes? Covey relaciona:
1) seja proativo;
2) comece com o objetivo em mente;
3) priorize;
4) busque benefícios mútuos em todas as interações;
5) procure primeiro compreender, depois ser compreendido;
6) crie sinergias, e
7) afine o instrumento.
Nesse último hábito, o livro ensina como renovar as quatro dimensões da natureza do indivíduo: física (exercício, nutrição, cuidados com o estresse), espiritual (clareza de valores e envolvimento, estudo e meditação), social/emocional (ajuda, empatia, sinergia, segurança interna) e mental (leitura, visualização, planejamento e escrita).

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ou Isto ou Aquilo








Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares!
guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . . e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O direito à educação

A escola pública cumpre um importante papel social, relevância acentuada com o compromisso de possibilitar uma educação de qualidade para todos, entendida como direito do povo e obrigação do poder público. Para isso, ela necessita apoderar-se da fatia que lhe cabe no bolo orçamentário, ou seja, no Rio Grande do Sul o governo deve investir pelo menos 35% do seu orçamento.

É recorrente o debate sobre a qualidade do ensino oferecido em nossas escolas. Mas não se pode esquecer outro elemento de profunda gravidade, que é a permanência na escola básica, principalmente nas séries finais do Ensino Médio, onde acontece a maior evasão. Este dado denuncia um alto índice de exclusão, que atinge os socialmente mais vulneráveis e que, portanto, mais precisam da escola pública.

Frente a esse quadro, apresenta-se um desafio imediato: a garantia da permanência com qualidade como forma de concretizar o direito à educação. A Constituição de 1988 supera a educação como privilégio e estabelece a educação como direito de todos. Isto possibilita aos setores historicamente privados do acesso – subempregados, descendentes de escravos, índios, pessoas com algum tipo de deficiência – o ingresso no sistema educacional.

Mas é exatamente no momento em que os esforços deveriam concentrar-se nas condições de permanência que alguns setores propõem a meritocracia como solução para os problemas educacionais. Ora, a meritocracia é um critério hierárquico e socialmente excludente. Se aplicada, contribuirá tão somente para consolidar as diferenças sociais estabelecidas. Ou seja: os que já entram na escola marcados pelas desigualdades terão sua exclusão consolidada, pois o critério meritocrático não dialoga com a equidade, impedindo a ascensão àqueles socialmente em desvantagem.

Pesquisadores reconhecidos da área educacional têm afirmado que a qualidade da educação na escola pública não passa pelos métodos classificatórios e meritocráticos. Em seus estudos e manifestações mais recentes sobre o tema, o educador e pesquisador José Clóvis de Azevedo considera que a meritocracia pressupõe a exclusão dos que não aprendem, culpando-os pelo seu fracasso. Classifica e hierarquiza, estabelecendo os que podem e os que não podem, os que são bons e os ruins. Solapa os valores da solidariedade e estimula uma competição cuja fronteira é a produção da violência.

Numa sociedade marcada pela desigualdade como a nossa, a meritocracia representa a consagração do mérito para quem já o tem e a consequente exclusão dos mais empobrecidos e discriminados, cujas necessidades educacionais mais imediatas são ações de cuidado e acolhimento como precondição para que possam ter um desenvolvimento cognitivo satisfatório.

REJANE DE OLIVEIRA é presidente do CPERS/Sindicato

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não te aflija



Acalma, amor

Tudo passa, e eu sei que TUDO vai melhorar.

As melhores lembranças ainda serão construídas.

Dias maravilhosos estão por chegar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fuga














Ah... que vontade de fugir para a praia.
Caminhar na beira do mar e olhar o pôr do sol.
Ver as crianças brincando e as pessoas sorrindo
Acho que hoje não considero nada melhor do que sentir aquela brisa no rosto, é tão revigorante, é, pensando bem, talvez eu precise de um pouco de força.
Nada melhor que o mar para recompor energias.
E é estranho quando penso que não gostava dele antes.
Eu quero fugir para a praia!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Interessados?


Quarta pela tarde, o Sinprosm (Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria) realizou uma caminhada por algumas ruas e acabou passando em frente ao meu prédio. Mais uma vez os professores estão tendo que colocar suas vozes na rua para chamar a atenção de todos. Novamente mais um direito deles não está sendo respeitado.
Tchê! Desde abril o STF regulamentou o piso nacional dos professores, e nada do Executivo se mover! O descaso com a educação no país ainda é claro. E com os professores então...
Desculpem, mas este é um desabafo de uma filha de professora que conhece a realidade deles.
Observem bem; o povo reclama que a educação é fraca, mas, o que fazem por ela? Onde estão os interessados na hora de pedir por melhoras? Sim, aluno e pais também têm interesse, não têm? Livros, melhores condições, computadores serão obtidos, quando todos se mobilizarem. Repito TODOS. Chega de reclamar da escola e do professor!
Dizem que professor tem tempo de sobra, vive irritado, não tem consideração pelo aluno!Agora já pensaram no lado deles? Em tudo pelo que passam? Nas turmas gigantes? Nas pilhas que se leva para casa para corrigir? Na falta de tempo com a família? E principalmente, no extremo baixo nível de educação em que algumas crianças e adolescentes têm?
Sério, eu queria que quem desconsidera a educação e os professores, hoje, entrasse em uma sala de aula e tentasse dar dois períodos! Raios! Que mudaria pontos de vista, mudaria!
Desculpem o modo como coloco, mas se tem algo que me irrita muito, é a desvalorização desta área e da classe. Que tipo de país queremos ter, se não mudarmos este quadro?