Algumas idéias, questões sobre educação e política, divagações e pequenos textos...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Sem motivos...
Às vezes me pergunto sobre a causa de tudo isso ter caído sobre nós. Quando acho que estou aceitando, descubro que não.
domingo, 18 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O crescimento aparece em suas ações
A verdade é que crescer não é apenas aprender. É necessário que o aprendizado transforme-se em atitudes. Não basta você ter conhecimento de como proceder, como realizar as coisas corretamente. Seus atos devem ser guiados por tal sabedoria. Ou, permanecerá agindo como a criança sem noção deles, fato que nada lhe valerá, e, ainda, poderá levar decepção às pessoas que esperam algo de você. Suas vitórias, seus sonhos, são baseadas em sua sabedoria, mas o poder mesmo em controlá-las estará sempre nas mãos de ações bem construídas.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Amadurecer
Uma questão que pode te ocorrer é se certas descobertas não aconteceram um pouco tarde. Não acredito nessa idéia. As coisas ocorrem no momento que devem para cada um, não dá para adiá-las ou atrasá-las. São processos que acabarão por ocorrer naturalmente. Planejamentos funcionam, mas há fatos que surgem e que podem mudar todas as expectativas sobre um fim, e nós geralmente não estamos preparados; é uma questão de amadurecimento.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Medo e resultado
É um tanto estranho, mas o medo de perder, geralmente é o que nos faz perder. Isto porque na maioria das vezes esse medo já vem acompanhado daquela certeza oculta que não se vai ganhar, ou seja, aquele pensamento; 'acho que não vou conseguir'. Chamo de certeza oculta, pois no momento em que se perdem expectativas sobre vencer, a desmotivação cresce astronomicamente, a ponto de derrubar qualquer pessoa, tornando praticamente certa a derrota. Acreditar sempre será o primeiro requisito para se obter ou manter algo. Temer é abrir espaço para a incerteza e consequentemente para a queda.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Paz interior

Eu apenas gostaria que fosse mais simples perdoar o passado. O peso dos erros cometidos faz sofrer e muitas vezes não conseguimos seguir em frente, pois eles estão lá, impedindo o verdadeiro crescimento e a certeza de que as coisas um dia irão melhorar.
Hoje acredito que felicidade mesmo é quando podemos fazer tudo aquilo que gostamos e ainda conseguir sorrir para o tudo que vivemos, com a tranquilidade de uma consciência intacta.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
E a saudade não apenas machuca...
Saudade: Não podemos ver, nem tocar, mas sentimos e sabemos o quanto é grande e como nos aflige. Considero este o sentimento mais dúbio entre todos, pois mesmo quando estamos angustiados por senti-lo, percebemos uma coisa; que esta é a maneira mais certa de sabermos o quanto amamos alguém.
Por mais que as pessoas acreditem que a saudade traz consigo a tristeza, a certeza de um sentimento oculto é verdadeira.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Tudo se revela.
Um dia todas as máscaras caem.
Isto é certo: pessoas falsas não têm força suficiente para manter tudo para sempre.
É um processo natural, afinal, ninguém é enganado eternamente.
Isto é certo: pessoas falsas não têm força suficiente para manter tudo para sempre.
É um processo natural, afinal, ninguém é enganado eternamente.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Saiba que...
Se faço escolhas que parecem estranhas, acredite, eu tenho minhas razões.
Nem sempre a lógica prevalece, temos que ter aquele instinto para sentir coisas que os outros não notam e, que podem nos beneficiar.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Feliz Dia do Professor!
Gostaria de felicitar
todos os professores pelas batalhas travadas todos os dias. Felicitá-los por
cumprirem essa missão tão nobre de ensinar, mesmo quando o aprendizado nem é
tão desejado assim. Desejo a você professor, mais determinação que aquela que
leva para a sala de aula. Mais força que aquela que possuí. Eu sei como é
cansativo passar noites onde você avança corrigindo trabalhos, preparando
aulas, fazendo projetos ou fechando notas, e muitas vezes tendo que conciliar
centenas de alunos com uma família que também espera sua atenção. Sei da
menininha que fica querendo ficar ao seu lado enquanto você fecha as notas, que
lê os seus livros de português do ensino médio, que dormiu do seu lado, do
menino que canta e brinca na sua frente enquanto você corrige um trabalho,
apenas para ficar perto de ti. Mas lhe afirmo dedicado, possivelmente cansado,
querido professor ou professora, que nada vai melhorar, neste país ou em
qualquer lugar sem teu trabalho, sem tua garra. Afinal, uma nação é construída
pela educação, e só ela pode mudar destinos onde não há esperança. Podemos
acreditar que investir em segurança é melhor, podemos. Entretanto, estaremos
apenas podando o problema social. A educação deve ser prioridade, e claro, o
professor entra aí. É indignante que alguém que se doe tanto, receba tão pouco
em troca. Você que não é professor, pode achar que eles trabalham quarenta
horas exatamente iguais a você, mas já viu as pilhas de cadernos, trabalhos que
vão junto com eles para casa, do que se abstêm para conseguir entregar tudo nos
prazos. Se isso não é o suficiente quero que imagine uma sala com trinta,
quarenta mentes velozes que esperam aprender, ou pior imagine quando você tem
que convencê las que devem aprender. Também NÃO quero que considere os casos de
agressão contra você, que tristemente, podem ocorrer (infelizmente, um quadro
que se alastra cada vez mais). Por isso,
que todos nós, possamos valorizar a figura do mestre, afinal, quem não teve um?
Que essa imagem tão desmerecida atualmente possa receber um pouco mais de
consideração e respeito. Repetindo-me, aos professores, meus parabéns, coragem
nessa caminhada.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Sorry, but
O andamento das coisas nem sempre funcionam
como eu queria.
Entretanto, há momentos que tudo fluí com uma facilidade
que ainda me surpreende!
Fico instigada, remoendo sobre os acontecimentos,
sobre nós.
Talvez pela surpresa,
de que poucos conseguem o que temos
em tão pouco tempo.
É como se a sensação de leveza nos embalasse
em um suave mundo particular.
Dois realistas, eu mais sonhadora, temos nossas batalhas, nossas ambições.
Elas nunca foram comuns, e creio que nunca serão.
Se erro contigo, tenha certaza que minha real intenção é a de acertar,
é nem tudo é simples para mim.
Sou novata nesta arte.
A arte de te amar.
sábado, 10 de setembro de 2011
Bye bye era uma vez...
Em um momento qualquer, navegando pela internet descobri um anúncio feito pela Disney no fim do ano passado: por um bom tempo eles não pretendem fazer um filme que envolva princesas. Isso poderia decorrer devido ao fraco desempenho do meigo A Princesa e o Sapo. A animação Enrolados que foi lançado em dezembro, apresenta uma das mais famosas histórias clássicas; a de Rapunzel, mas unida a um humor mais recente da Disney, e essa receita tem alcançado um sucesso bastante relevante.
Entretanto, parece que as coisas não irão mudar; não veremos mais jovens princesas tão cedo. Agora a pergunta é 'por que as jovens com coroas (ou quase) não fazem mais o mesmo sucesso obtido a não muito tempo atrás?' A resposta é simples, o público alvo dessas animações teve os interesses muito modificados nos últimos anos. Meninas, mocinhas, elas não querem mais serem as moças indefesas atrás um cara montado num cavalo branco. Essa nova geração não se identifica mais com elas, mas com atrizes de sucesso, cantoras. Elas querem independência, construir uma carreira. A felicidade feminina sofreu mudanças seculares em poucos anos. Se você duvida pergunte a qualquer menina de doze anos quem ela prefere ser: Cinderela ou Lady Gaga?
Entretanto, parece que as coisas não irão mudar; não veremos mais jovens princesas tão cedo. Agora a pergunta é 'por que as jovens com coroas (ou quase) não fazem mais o mesmo sucesso obtido a não muito tempo atrás?' A resposta é simples, o público alvo dessas animações teve os interesses muito modificados nos últimos anos. Meninas, mocinhas, elas não querem mais serem as moças indefesas atrás um cara montado num cavalo branco. Essa nova geração não se identifica mais com elas, mas com atrizes de sucesso, cantoras. Elas querem independência, construir uma carreira. A felicidade feminina sofreu mudanças seculares em poucos anos. Se você duvida pergunte a qualquer menina de doze anos quem ela prefere ser: Cinderela ou Lady Gaga?
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Fé
Talvez eu caia amanhã, tropece, me rale toda, me machuque.
Sei que tenho muitos desejos. Mas irei conseguir, alcançarei meus sonhos. Não irei desistir de mais nada, empunharei a mim mesma e vou caminhar até o fim, custe o que for necessário. A minha fé não será mais abalada. Ela que acredita que as coisas vão dar certo, essa fé em mim mesma.
Sei que tenho muitos desejos. Mas irei conseguir, alcançarei meus sonhos. Não irei desistir de mais nada, empunharei a mim mesma e vou caminhar até o fim, custe o que for necessário. A minha fé não será mais abalada. Ela que acredita que as coisas vão dar certo, essa fé em mim mesma.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Do papiro ao hiperlivro
“Com uma das mãos pendendo ao lado do corpo e a outra apoiando a cabeça, o jovem Aristóteles lê languidamente um pergaminho desdobrado no seu colo, sentado numa cadeira almofadada, com os pés confortavelmente cruzados.”
Assim começa Uma História da Leitura, de Alberto Manguel, cujo primeiro capítulo se chama A Última Página, título bastante pertinente nestes tempos em que se discute o fim do livro de papel, supostamente substituído pelo suporte digital. O jovem Aristóteles que Manguel descreve foi esculpido por Degeorge no século 19 assim, lendo um rolo e não uma tabuleta, porque, naquela época o primeiro já era mais utilizado do que o segundo. Durante séculos, rolos e códices conviveram, próprios a cada tipo de texto e escrita, conformes à portabilidade e mesmo ao tipo de material disponível – madeira, argila, cera, folhas de papiro, couro. Como nos conta Manguel, “desde os primórdios, os leitores exigiram livros em formatos adaptados ao uso que pretendiam lhes dar”. Assim, séculos depois de Aristóteles, romances proibidos eram pequenos e feitos de material inferior, pois eram copiados clandestinamente e circulavam às escondidas.
Quando narra a predileção de Alexandre, o Grande, pela leitura, Manguel conta que o futuro conquistador, discípulo de Aristóteles, raramente deixava de portar um “livro”. Livro? Provavelmente Alexandre leu a Ilíada em 24 rolos de pergaminho, e também cartas e folhetos de papiros, tabuletas de madeira e cera e, talvez, códices. O códice, que já foi manuscrito, de pergaminho (havia exemplares de papiro também), de papel de trapos e, enfim, transformado em livro impresso, tornou-se o suporte preferido, porque o leitor o elegeu para suas leituras, e, assim, por ser mais prático seu uso e também sua produção, hoje, cinco séculos depois, continuamos a ler livros.
Apesar de eleito como o portador do conhecimento e da literatura, o livro não é o melhor suporte, por exemplo, para as notícias, para os documentos que precisam de registro ou os processos de um tribunal – conteúdos que têm sido digitalizados. Já as cartas, transportadas pelos correios em todo o mundo, trocaram mulas, trens, pombas, navios, carros e aviões pela internet – e sobreviverão em seu formato clássico enquanto existirem papel e caneta, e escritores e leitores de cartas, e agências de correio. Já as tabuletas, onde se costumava trazer registrados o alfabeto, os números e o Pai Nosso, sobreviveram até meados do século 20, como suporte onde os estudantes faziam anotações e decoravam a tabuada. As pranchetas que os recenseadores utilizavam foram substituídas por tablets, e engenheiros, fiscais de trânsito, garçons, têm cada vez mais trabalhado com gadgets em mãos, substituindo os velhos bloquinhos em papel. Chamem de remediação, evolução, tragédia – o nome não altera o processo.
A humanidade civilizou-se justamente buscando tudo aquilo que fosse mais prático: mais rápido, mais portátil, mais poderoso, mais prazer. Mais: como a geração Z vê o livro digital. Em vez de carregar uma mochila repleta de volumes pesados de geografia, ciências, matemática, história, Machado de Assis, os estudantes vão carregar um levíssimo tablet – na Coreia, o projeto é substituir todos os livros didáticos em papel, definitivamente, até 2015. No Brasil, o país do futuro, há uma data marcada, o vindouro ano de 2014, em que o governo federal começará a comprar conteúdo digital.
A maioria dos leitores prefere o livro de papel, seja porque sequer conheça ou não disponha de recursos para adquirir um e-reader e uma conexão com a internet para comprar textos, seja porque não saiba hiperler, ou porque creia que o prazer de ler no livro – o toque, o cheiro, a “aura” – seja insubstituível: toda uma geração acostumada, apaixonada às vezes, por esses objetos mágicos, as estantes maravilhosas, as bibliotecas fantásticas. Borges, que tanto imaginou livros e bibliotecas infinitas, talvez não suportasse a ideia de um mundo digital. Não sabemos ao certo quanto tempo essa geração “analógica” vai perdurar, nem podemos afirmar o que acontecerá com o texto – com o conhecimento, a informação e o entretenimento – a partir da adoção dos suportes digitais de leitura, mas duas obviedades surgem a partir das experiências do passado: livro e hiperlivro vão conviver; vencerá o melhor: o melhor suporte para cada forma de texto e leitura.
Também é possível minimamente prever, como fez Kate Wilson na Jornada de Literatura de Passo Fundo, algumas implicações sobre o futuro da leitura: é provável que uma geração próxima não leia mais em livros. Para Alberto Manguel, a exposição editorial de Kate sobre o e-book Cinderela foi uma afronta àqueles que defendem a leitura, porque ela mostrava como, a partir do livro digital, ela se transmuta para outro tipo de interação – que Manguel considerou como “consumo”. Se Manguel exagerou na sua defesa conservadora do livro, como expõe em seu blog Affonso Romano de Sant’anna, testemunha da discussão, Kate Wilson exagerou em dizer que não importa o que as crianças leiam, desde que leiam.
A questão não é a ida do livro para o museu – fazer companhia a rolos e códices –, mas o fato de que esse texto que vemos surgir no suporte digital não é o mesmo do livro. O hiperlivro, portanto, é portador de um texto que se transforma a partir dele, como aconteceu na passagem do rolo para o códice e deste para o livro. Se não fosse assim, nem teríamos lido Cinderela ou Tigre, Tigre como o conhecemos, mas na forma de epopeias em versos alexandrinos! Chegamos até aqui lendo, e lendo inventamos todos esses gadgets, logo, vamos nos adaptar às novas possibilidades de leitura, como sempre fizemos.
Enquanto a escola mantiver o letramento nos moldes tradicionais – lineares, no livro –, assim aprenderemos a ler. Mas a leitura aquém dos muros da escola será outra, eleita por uma nova geração de leitores, os nativos digitais. Há quem não desgoste dessa partição. Haverá, também, um espaço de amoldamento: primeiro, os textos existentes são digitalizados, e lidos linearmente como estamos acostumados a fazer. Depois, com as possibilidades técnicas do suporte digital, chegaremos ao hiperlivro, cujo conteúdo – novo – será hiperlido: palavras, vídeos, sons, a interação com o leitor e com a rede. Certamente cabe a pergunta sobre a formação desse hiperleitor. Séculos atrás, a burguesia em ascensão criou as escolas para formar leitores de livros. Não deixemos a internet tomar conta do negócio!
Ana Cláudia Munari
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A peste
Dizem que quando os dois estavam
chegando a Nova York, na amurada do navio, Freud virou-se para Jung e
perguntou:
– Será que eles sabem que nós estamos trazendo a peste?
Não sei se a história, que li num texto do Stephen Greenblatt publicado recentemente na revista The New Yorker, é verdadeira. Nem sei se Freud e Jung estiveram juntos em Nova York algum dia. Mas o que Freud pretenderia dizer com “a peste” é fácil de entender. Era tudo que os dois estavam explorando em matéria de subconsciente, inconsciente coletivo, sexualidade precoce – enfim, a revolução no pensamento humano que na Europa já se alastrava, e era combatida, como uma epidemia. Os agentes alfandegários não teriam identificado o perigo que os dois recém-chegados representavam para as mentes da América, deixando-os passar para contagiá-las.
Todo desafio ao pensamento convencional e a crenças arraigadas é uma espécie de praga solapadora, uma ameaça à normalidade e à saúde públicas. Santo Agostinho dizia que a curiosidade era uma doença. Os que procuravam explicações para o universo e a vida além dos dogmas da Igreja ou da ciência tradicional eram portadores do vírus da discórdia, a serem espantados como se espanta qualquer praga, com barulho e fogo. As ideias de Freud e de Jung divergiram – Jung acabou derivando para um quase misticismo, literariamente mais rico mas menos consequente do que o que pensava Freud – mas as descobertas dos dois significaram uma reviravolta no auto-conceito da humanidade comparável ao que significou o heliocentrismo de Copérnico e as sacadas do Galileu. O homem não só não era o centro do universo conhecido como carregava dentro de si um universo desconhecido, que mal controlava. Agostinho tinha razão, a curiosidade debilitava o homem. A partir de Copérnico a curiosidade só levara o homem a ir desvendando, pouco a pouco, sua própria precariedade, cada vez mais longe de Deus.
Marx, outro pestilento, tinha proposto o determinismo histórico e a luta de classes como eventuais formadores do Novo Homem, livre da superstição religiosa e de outras tiranias. Suas ideias, e a reação às suas ideias, convulsionaram o mundo. Esta peste se disseminou com violência e foi combatida com sangrias e rezas e no fim – como também é próprio das pestes – amainou. Todas as pestes chegam ao seu máximo e recuam. A Terra há séculos não é o centro do universo, o que não impede o prestígio crescente da astrologia. O iluminismo do século dezoito parecia ser o preâmbulo de um futuro racional e prevaleceu o irracionalismo. O Novo Homem de Marx foi visto pela última vez pulando o muro para Berlim Ocidental. E as teses de Freud e Jung que revolucionariam as relações humanas nunca foram aplicadas nas relações que interessam, a do homem com seus instintos e a dos seus instintos com uma sociedade sadia, e na nossa explicação. Foi, como as outras, uma novidade, ou uma curiosidade, que expirou.
Mas também é próprio das pestes serem reincidentes. Cedo ou tarde virá outra perturbar a paz da ignorância de Santo Agostinho. E passar.
– Será que eles sabem que nós estamos trazendo a peste?
Não sei se a história, que li num texto do Stephen Greenblatt publicado recentemente na revista The New Yorker, é verdadeira. Nem sei se Freud e Jung estiveram juntos em Nova York algum dia. Mas o que Freud pretenderia dizer com “a peste” é fácil de entender. Era tudo que os dois estavam explorando em matéria de subconsciente, inconsciente coletivo, sexualidade precoce – enfim, a revolução no pensamento humano que na Europa já se alastrava, e era combatida, como uma epidemia. Os agentes alfandegários não teriam identificado o perigo que os dois recém-chegados representavam para as mentes da América, deixando-os passar para contagiá-las.
Todo desafio ao pensamento convencional e a crenças arraigadas é uma espécie de praga solapadora, uma ameaça à normalidade e à saúde públicas. Santo Agostinho dizia que a curiosidade era uma doença. Os que procuravam explicações para o universo e a vida além dos dogmas da Igreja ou da ciência tradicional eram portadores do vírus da discórdia, a serem espantados como se espanta qualquer praga, com barulho e fogo. As ideias de Freud e de Jung divergiram – Jung acabou derivando para um quase misticismo, literariamente mais rico mas menos consequente do que o que pensava Freud – mas as descobertas dos dois significaram uma reviravolta no auto-conceito da humanidade comparável ao que significou o heliocentrismo de Copérnico e as sacadas do Galileu. O homem não só não era o centro do universo conhecido como carregava dentro de si um universo desconhecido, que mal controlava. Agostinho tinha razão, a curiosidade debilitava o homem. A partir de Copérnico a curiosidade só levara o homem a ir desvendando, pouco a pouco, sua própria precariedade, cada vez mais longe de Deus.
Marx, outro pestilento, tinha proposto o determinismo histórico e a luta de classes como eventuais formadores do Novo Homem, livre da superstição religiosa e de outras tiranias. Suas ideias, e a reação às suas ideias, convulsionaram o mundo. Esta peste se disseminou com violência e foi combatida com sangrias e rezas e no fim – como também é próprio das pestes – amainou. Todas as pestes chegam ao seu máximo e recuam. A Terra há séculos não é o centro do universo, o que não impede o prestígio crescente da astrologia. O iluminismo do século dezoito parecia ser o preâmbulo de um futuro racional e prevaleceu o irracionalismo. O Novo Homem de Marx foi visto pela última vez pulando o muro para Berlim Ocidental. E as teses de Freud e Jung que revolucionariam as relações humanas nunca foram aplicadas nas relações que interessam, a do homem com seus instintos e a dos seus instintos com uma sociedade sadia, e na nossa explicação. Foi, como as outras, uma novidade, ou uma curiosidade, que expirou.
Mas também é próprio das pestes serem reincidentes. Cedo ou tarde virá outra perturbar a paz da ignorância de Santo Agostinho. E passar.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
ੴ
... eu terei de suportar uma ou duas larvas para
conhecer as borboletas, dizem que são lindas!
conhecer as borboletas, dizem que são lindas!
Pequeno Príncipe
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
“L’essentiel est invisible pour les yeux.”
Essa citação é do escritor Francês Antoine de Saint-Exupéry. O essencial é invisível aos olhos. É uma idéia bela, verdadeira, mas... Será que realmente nós pensamos assim? Estamos tão ocupados em torno de uma rotina, que deixamos de ver o que de fato é importante. Vemos as paisagens, os hábitos, vemos o que nos interessa. Entretanto ficamos sem se ater aos detalhes que seriam tão imprescindíveis na nossa existência. Procure prestar mais atenção naquela pessoa que passa por você quase todos os dias, observe, dialogue, não julgue ou analise ninguém por conceitos que você estabeleceu sem nenhum fundamento. Analise bem até aquela com quem você divide as contas. Será que conhecem a totalidade do outro? Ou seria mais um detalhe a que você não se deu conta do quão importante seria. Remodele seus conceitos, não os preestabeleça. E note a diferença que isso pode fazer.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
O Encontro
A mulher dirigia apressada. Era a hora do rush, e o trânsito estava caótico como sempre. Sua fisionomia demonstrava a agitação que lhe ia ao íntimo. Mas nenhuma dificuldade, por pior que fosse, a faria desistir. Era uma questão de honra chegar a tempo. Tim lhe dera poucas opções de horário, mas ela não iria abrir mão desse encontro por nada nesse mundo. Aliás, esse pensamento nem lhe passava pela cabeça. Estava decidida a se entregar a ele, e ver no que ia dar.
Estacionou o carro de qualquer maneira. O celular manifestou-se num tilintar conhecido: era Alfredo. Ela ignorou a chamada do marido, retocou o batom, pegou a bolsa e entrou afogueada no prédio. Foi recebida com sorrisos de cumplicidade pelos funcionários da recepção. Ela evitou olhá-los, e, equilibrando-se nos saltos dos sapatos, deslizou pelas lajotas coloridas, sob o ruído dos próprios passos, que ecoavam ao longo do corredor.
Afinal, a escada. Os degraus de madeira, apesar de gastos, ainda tinham um certo brilho que valorizava o conjunto. Ela os escalou, um a um, como se estivesse desfilando numa passarela: o nariz empinado, a bunda rija, encolhendo a barriga e forçando os peitos para frente. Evitava utilizar o corrimão de madeira polida pelos anos de uso, que, provavelmente, estaria contaminado por vírus e bactérias. Ela tinha fobia por doenças infecto-contagiosas, mas esquecera disso, empolgada com a aventura que vislumbrava entre aquelas paredes.
Fora Leila, sua colega de escritório, que provocara sua decisão a respeito. O seu ponto fraco era esse: ser provocada. Adorava um desafio. Isso era inato em sua personalidade. Uma vez que decidisse alguma coisa, nunca voltava atrás.
Agora, contudo, sentia-se vulnerável naquele lugar, especialmente sobre aquela escada. Malditos degraus, pensava, olhando as frestas entre os desvãos, por onde olhos famintos acompanhavam seus passos. Ela adivinhava as discussões sobre a cor de seu lingerie, sobre a firmeza de suas coxas e o tamanho de seus glúteos.
Isso é nojento, pensou, enquanto atingia o último patamar e ouvia risos abafados dos rapazes que se espremiam lá embaixo, lutando pelo melhor ângulo de visão. Nos nichos ao longo da parede, garrafões cheios de água, forrados com seixos, ostentavam ramos de uma espécie de vime, fartos de raízes e folhas miúdas. Era estranha a decoração daquele ambiente. Muito exótica para o seu gosto. Mas Tim adorava coisas incomuns, afinal, ele mesmo era um tipo que poderia ser considerado único.
Enfim, chegou à sala onde ele estava. A porta fechada. A voz de Frank Sinatra fugia pelas fendas da parede, fluída e convidativa, envolvida em perfumes. Respirou fundo e com os nós dos dedos, deu algumas pancadas leves e rápidas na madeira. Enquanto esperava que a porta se abrisse, olhou para a escada e murmurou para si mesma:
– Só Tim me faria enfrentar essa escada, e aquela gente lá embaixo. Parecem abutres, lutando pelas sobras de algum festim macabro.
Finalmente ele abriu a porta, saudando-a com os três costumeiros beijinhos estalados nas faces. Ela entrou com toda a fleuma, sentou na cadeira fechando os olhos. Não precisava falar. Tim sabia o que ela queria.
Então, deixou-se ficar, enquanto ele tingia as suas madeixas.
Eni Allgayer
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Carrego seu coração
Eu Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Eu nunca estou sem ele
Onde quer que eu vá, você vai, minha querida;
e o que quer que eu faça sozinho, eu faço por você.
Eu não temo o destino
Porque você é o meu destino, minha doce.
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Porque você é meu mundo, minha verdade.
Este é o maior dos segredos que ninguém sabe.
Você é a raiz da raiz, e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder.
Este é o milagre que distancia as estrelas
Eu Carrego seu coração
carrego no meu coração.
E. E. Cummings
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Unwritten
I break tradition, sometimes my tries, are outside the lines
We've been conditioned to not make mistakes, but I can't live that way
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O Chapeuzinho Vermelho
"Era uma vez uma rapariga chamada Chapeuzinho Vermelho, que vivia com a mãe perto de um grande bosque. Um dia a mãe mandou-a levar um cesto de fruta fresca e água mineral a casa da avó - não porque tal fosse trabalho de mulher, claro, mas porque se tratava de um ato generoso que contribuía para fomentar um sentimento de comunidade. Aliás, a avó da rapariga não estava doente, encontrando-se, pelo contrário, de perfeita saúde física e mental, inteiramente capaz de cuidar de si, como adulta madura que era.
Vai daí, Chapeuzinho Vermelho fez-se ao caminho pelo meio do bosque com o cesto enfiado no braço. Muitos achavam aquele bosque um lugar perigoso e de mau presságio, pelo que nunca lá punham os pés. Chapeuzinho Vermelho tinha, porém, tal confiança na sua sexualidade a desabrochar que não se deixava intimidar por tão óbvia imagética freudiana.
No caminho para casa da avozinha, Chapeuzinho Vermelho encontrou um lobo, que lhe perguntou o que levava no cesto e a quem respondeu:
- São uns alimentos saudáveis para a minha avó, que é evidentemente capaz de tomar conta de si própria, como adulta madura que é.
- Sabes, minha querida, não é nada seguro para uma menina como tu andar sozinha pelo meio destes bosques! - retorquiu o lobo.
- Considero extremamente ofensiva a tua observação sexista - disse o Chapeuzinho Vermelho - , mas vou ignorá-la tendo em conta a tua tradicional condição de pária da sociedade, cujo trauma te levou a criar uma mundividência própria, perfeitamente válida. E agora, se me dás licença, tenho de prosseguir o meu caminho.
Chapeuzinho Vermelho continuou a andar, sempre pelo carreiro principal.No entanto, o lobo, cuja condição de excluído da sociedade o isentara da obediência escravizante ao raciocínio linear do tipo ocidental, conhecia um atalho para a casa da avozinha. Irrompeu pela casa dentro e comeu a senhora, procedimento inteiramento adequado a um carnívoro, como era o seu caso. A seguir, liberto das noções rígidas e tradicionalistas quanto ao que era masculino ou feminino, vestiu a camisa de dormir da avozinha e enfiou-se na sua cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na cabana e exclamou:
- Avozinha, trouxe-lhe umas coisinhas para comer, sem gordura nem sal, em homenagem ao seu papel de matriarca sábia e criadora.
Da cama, o lobo respondeu, em voz sumida:
- Chega-te cá, netinha, para eu te ver.
Chapeuzinho Vermelho acrescentou:
- Ah, é verdade! Já me esquecia de que a avozinha é opticamente tão limitada como um morcego. Mas avozinha, que grandes olhos tem!
- Já muito viram e muito perdoaram!
- E que grande nariz tem (em termos relativos, claro, e, de qualquer modo, atraente, à sua maneira).
- Já muito cheirou e muito perdoou, minha querida!
- E que grandes dentes tem!
Aí o lobo disse:
- Sinto-me muito feliz por ser quem sou. - E saltou para fora da cama, filando-a com as suas garras, pronto a devorá-la.
Chapeuzinho Vermelho gritou, não assustada coma aparente tendência do lobo para o travestismo, mas horrorizada com a invasão do seu espaço pessoal.
Os seus gritos foram ouvidos por um lenhador (ou técnoco de combustível lenhoso, como preferia que lhe chamassem) que passava ali perto. Quando irrompeu pela cabana, logo se apecebeu da confusão e tentou intervir. Mal ergueu no ar o seu machado, Chapeuzinho Vermelho e o lobo pararam de brigar.
- Que pensa o cavalheiro que está a fazer? - perguntou Chapeuzinho Vermelho. O lenhador arregalou os olhos de espanto e fez menção de responder, mas nem uma palavra lhe ocorreu. - Entrar aqui como um Homem de Neanderthal , deixando que a sua arma pense por si !- exclamou ela. - Machista! Como se atreve a presumir que mulheres e lobos sejam incapazes de resolver os seus problemas sem a ajuda de um homem?
Ao ouvir o discurso arrebatado de Chapeuzinho Vermelho, a avozinha saltou de dentro da boca do lobo e, agarrando no machado do lenhador, cortou-lhe a cabeça. Passado o mau bocado, Chapeuzinho Vermelho, a avozinha e o lobo sentiram-se unidos por uma certa comunhão de propósitos. Decidiram, por isso fundar uma família alternativa baseada no respeito mútuo e na cooperação e viveram juntos e felizes no bosque para sempre."
por James Finn Garner
sábado, 13 de agosto de 2011
Continuidade
Você nota que está amadurecendo quando os sonhos começam a mudar repentinamente. Durante muitos anos quis ser uma veterinária que assistiria todos os animais que pudesse. Essa vontade perdeu-se no tempo e vive apenas nas lembranças. Espere, pensei uma coisa agora; e acredito que não coloquei de modo correto meu pensamento, amadurecer não começa de um momento para outro, ele se repete de forma contínua, é o estágio chamado vida. Isso nos acompanha todos os dias, é apenas a velha questão de saber observar, para perceber que vida também é sinônimo de mudança.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Perdoando os inimigos
O mestre reuniu-se com seu discípulo preferido, e perguntou como ia seu progresso espiritual. O discípulo respondeu que estava conseguindo dedicar a Deus todos os momentos de seu dia.
-Então, falta apenas perdoar os seus inimigos – disse o mestre.
O discípulo virou-se, chocado:
-Mas eu não preciso! “Não tenho raiva de meus inimigos!”.
-Você acha que Deus tem raiva de você?
-Claro que não! – respondeu o discípulo.
-E mesmo assim você pede Seu perdão, não é verdade? Faça o mesmo com seus inimigos, mesmo que não sinta ódio por eles. Quem perdoa, está lavando e perfumando o próprio coração.
-Então, falta apenas perdoar os seus inimigos – disse o mestre.
O discípulo virou-se, chocado:
-Mas eu não preciso! “Não tenho raiva de meus inimigos!”.
-Você acha que Deus tem raiva de você?
-Claro que não! – respondeu o discípulo.
-E mesmo assim você pede Seu perdão, não é verdade? Faça o mesmo com seus inimigos, mesmo que não sinta ódio por eles. Quem perdoa, está lavando e perfumando o próprio coração.
Paulo Coelho
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Marilyn
Eu tenho fantasias demais para ser uma dona de casa. Acredito que eu sou uma fantasia.
Marilyn Monroe
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Incompreensível
Ela se sentia mendiga aquele dia. Porém sua carência não se fixava em bens materiais, mas na falta de lembranças. Nunca soube o motivo delas lhe abandonarem, apenas queria que retornassem. Os sonhos não eram o suficiente, precisava daquela antiga realidade, dos velhos desejos. Tudo se resumia na saudade das lembranças que inconscientemente desapareceram. Não sabia qual rumo tomar, mas sabia que para um iria se direcionar. Iria viver, com elas, ou não.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Durma bem.
Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz.
E comece com você mesmo!
Martha Medeiros
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Sermão da Montanha para os educadores
A analogia é pertinente. Alunos perdidos ou que não querem aprender nada, pessoas que nunca colocaram o pé em uma sala de aula querem “ensinar o padre a rezar missa”, governo exigindo aprovações indevidas, pais insatisfeitos, aborrecidos, furiosos pelos seus pequenos ‘gênios’ não tirarem a média. Isso faz parte do dia a dia do professor! E reflete nas escolhas dos jovens, basta observar o crescente desinteresse pela profissão. Penso em como vamos encarar o problema, quando os educadores começarem a minguar. Enfim, ai está uma versão adaptada do sermão da montanha à realidade do professor.
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes: - "Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles..."
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar no caderno?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da Provinha Brasil, da Prova Brasil e demais testes e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor efetivo...
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria...
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou... como nós sempre continuamos. ..
Seja feita a sua vontade
Amém
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Eu creio em mim mesmo
Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família. Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito. Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles que não gosto. Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.
Mahatma Gandhi
domingo, 31 de julho de 2011
Reflexos do outro lado do espelho
Em 1996, três neurocientistas da Universidade de Parma, após anos de pesquisas com macacos, descobriram um grupo de células na parte frontal do cérebro do símio que entrava em funcionamento cada vez que o macaco executava um movimento ou via alguém executar alguma ação. Denominaram aquele agrupamento de células de neurônios-espelho e a descoberta foi saudada pela comunidade científica. As pesquisas não pararam e, anos mais tarde, descobriu-se que os humanos têm circuitos muito mais sofisticados de neurônios-espelho
e os nossos, aparentemente, são encontrados em todas as partes do cérebro, o que explicaria o resultado na evolução das relações sociais na espécie, como a linguagem e seus intricados sistemas gramaticais.
e os nossos, aparentemente, são encontrados em todas as partes do cérebro, o que explicaria o resultado na evolução das relações sociais na espécie, como a linguagem e seus intricados sistemas gramaticais.
Ando à cata dos tais neurônios-espelho, tal qual uma criança que aprendeu uma palavra nova e quer usá-la em todas as ocasiões. São eles os responsáveis pelos braços daquela bailarina que copiou os da mestra na cinzenta sala de ensaio, porque, quando os tais neurônios iluminam-se na massa cinzenta, eles permitem que nos coloquemos no lugar do outro e realmente sintamos a dor ou alegria alheias, além do entendimento conceitual. São os neurônios-espelho que nos emocionam na plateia do teatro e também são eles os responsáveis pela gargalhada que cresce numa espiral na direção do urdimento, porque mimetizam a dor, a alegria e a surpresa das personagens. São eles, enfim, que fazem os bebês imitar as expressões faciais dos adultos e, agora, acaba de me ocorrer que os santos, aqueles que são lembrados por sua piedade, devem fazer uso integral de seus neurônios-espelho. Compaixão não é coisa que se adquira sem a capacidade de viver, por um momento que seja, a vida do outro.
O mais importante nessa descoberta, entretanto, foi que a existência dos neurônios-espelho – que, em última análise, e numa hipotética projeção futura, seriam capazes de ler mentes, já que nos possibilitam ter um absoluto entendimento emocional do outro – associa
a cultura à biologia definitivamente e nos torna cada vez mais responsáveis pelas atitudes e pelo conteúdo que vamos refletir nos bilhões de pequenos espelhos nos circuitos internos das novas gerações.
Ando, por isso, também revisitando meus espelhos, resgatando imagens e gestos que ficaram aprisionados ali. Imagino que todos eles devem ter se acendido em festa ao ver Bibi Ferreira em “Hello Dolly”, quando eu tinha meus 8 anos. Tamanho foi o júbilo daquele grupo de células que nunca mais deixei de repetir a cena. Mamãe está sempre com um livro na mão e agradeço a ela pela imagem. Papai gravou na superfície de cada um deles o modo divertido de olhar a vida e me ofereceu, descubro tarde demais, todos os gestos e enunciados de humor que repito vida afora.
É bom revisitar aquilo que ficou gravado. Os espelhos com o passar dos anos tendem a perder o brilho e ficam sem a nitidez de outrora. Resgatá-los é uma tarefa mais agradável do que se supõe. É como recuperar os dados do nosso sofisticado disco rígido e afinal entender
a importância daquilo que biologicamente deixamos como a herança de um povo.
Miguel Falabella
O mais importante nessa descoberta, entretanto, foi que a existência dos neurônios-espelho – que, em última análise, e numa hipotética projeção futura, seriam capazes de ler mentes, já que nos possibilitam ter um absoluto entendimento emocional do outro – associa
a cultura à biologia definitivamente e nos torna cada vez mais responsáveis pelas atitudes e pelo conteúdo que vamos refletir nos bilhões de pequenos espelhos nos circuitos internos das novas gerações.
Ando, por isso, também revisitando meus espelhos, resgatando imagens e gestos que ficaram aprisionados ali. Imagino que todos eles devem ter se acendido em festa ao ver Bibi Ferreira em “Hello Dolly”, quando eu tinha meus 8 anos. Tamanho foi o júbilo daquele grupo de células que nunca mais deixei de repetir a cena. Mamãe está sempre com um livro na mão e agradeço a ela pela imagem. Papai gravou na superfície de cada um deles o modo divertido de olhar a vida e me ofereceu, descubro tarde demais, todos os gestos e enunciados de humor que repito vida afora.
É bom revisitar aquilo que ficou gravado. Os espelhos com o passar dos anos tendem a perder o brilho e ficam sem a nitidez de outrora. Resgatá-los é uma tarefa mais agradável do que se supõe. É como recuperar os dados do nosso sofisticado disco rígido e afinal entender
a importância daquilo que biologicamente deixamos como a herança de um povo.
Miguel Falabella
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Professor também é vítima de bullying
Comum hoje em dia é falar em bullying. O que parece novidade nada mais é, do que uma prática antiga. Em nossa época de estudante já existia, não com uma palavra americanizada, mas que tem como significado, constrangimento, humilhação, o colocar uma pessoa em situação vexatória constantemente, como por exemplo, apelidar uma pessoa, intimidar uma pessoa... Práticas essas, muito corriqueiras no dia a dia de nossas escolas.
É normal recebermos em nossas Escolas mães, pais, ou responsáveis por crianças ou adolescentes, exigindo que se tome providências em relação a prática de bullying que seu filho, sua filha vem sofrendo de colegas na escola, chegando muitas vezes irem até as Secretarias de Educação, as Coordenadorias de Educação cobrar dessas uma atitude, pois a seu ver as Escolas não estão fazendo nada, o que normalmente não é verdade, chegando inclusive irem ao extremo de registrar ocorrência policial, porque seus filhos sofreram bullying.
Agora, dificilmente, e por que não dizer nunca se escutar falar de “bullying” contra professores, o que posso afirmar é normal, e acontece diariamente dentro de nossas escolas, isso não é levado tão a sério. Por quê? Será que é porque professor não é pessoa, é só professor? Não é ser humano? O professor não tem o direito de se sentir humilhado? Se sentir ameaçado? Ser colocado em situação vexatória perante seus alunos? Se sentir perseguido por um aluno? Agora fica a pergunta isso também não é “bullying”?
Quando um aluno é chamado de “gordo”, de “quatro olho”, de “macaco”, de “bruxa”, de “orelhudo” e por aí afora, o pai, a mãe os responsáveis vão imediatamente até a Escola pedir uma atitude contra quem esta praticando o bullying. Porém quando uma professora é chamada de “velha”, “mal amada”, “capenga”, segueta”, “solteirona”, dentre tantos outros pejorativos que não se pode nem colocar aqui, é o que? Quando esse mesmo professor é agredido fisicamente se faz o que?
Ai se chama o pai, a mãe, o responsável pelo aluno, pela aluna, e se houve deste, que o professor, a professora, e a Escola estão “pegando no pé” do aluno, afinal o aluno é uma criança, é um adolescente, e que o professor tem que saber entender essa fase que eles estão passando. Ou ainda nos dizem “eu não vou, tenho mais o que fazer, vocês são pagas para cuidar do meu filho”
Ao acontecer o bullying contra um aluno se diz que ele pode ficar traumatizado, ter sequelas no futuro, que pode até precisar de um acompanhamento psicológico pelo fato ocorrido. Mas e o professor? Este não pode ficar traumatizado? Não pode ter algum tipo de seqüela que traga problemas para continuar exercendo sua profissão? Não pode necessitar de um acompanhamento psicológico?
Se as situações constrangedoras envolvendo professores não é “bullying”, é o que? Qual o nome que deveremos dar? Que atitude deveremos tomar? Se os pais, ou responsáveis pedem punição a um aluno que praticou o bullying contra um colega, o que deveríamos ou deveremos pedir a um pai, uma mãe, um responsável quando seus filhos agem da mesma forma contra um professor?
Esta na hora do professor também fazer valer os seus direitos de “ser humano”. Afinal “direitos humanos” devem amparar a todos. “Se os alunos têm todos os direitos” do mundo, eles também têm seus deveres. O professor tem o dever de ser um bom professor, um encantador professor. Mas este mesmo professor também tem o direito de ser respeitado como pessoa, como “ser humano” que é.
Luci Duartes
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Me mantenha.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Que valha a pena
O jovem contemplava o oceano no convés de um navio cargueiro, quando uma onda inesperada o atirou no mar. Depois de muito esforço, um marinheiro conseguiu resgatá-lo.
-Obrigado por salvar minha vida – disse o rapaz.
-Tudo bem – respondeu o marinheiro. – Mas procure vivê-la como algo que valeu a pena salvar.
-Obrigado por salvar minha vida – disse o rapaz.
-Tudo bem – respondeu o marinheiro. – Mas procure vivê-la como algo que valeu a pena salvar.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Inteiros
Não sei se há sensação melhor que aquela que sentimos quando conseguimos encontrar uma pessoa com quem possamos ser inteiramente nós mesmos.
sábado, 23 de julho de 2011
Labirinto

O coração da mulher é um labirinto de sutilezas que desafia a mente grosseira do homem trapaceiro. Para realmente possuir uma mulher, é preciso pensar como ela, e a primeira coisa a fazer é ganhar sua alma. O resto, doce e fofo embrulho que nos faz perder os sentidos e a virtude, vêm por acréscimo. Carlos Ruiz Zafón
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Tempo é ternura
Viver tem sido adiantar o serviço do dia seguinte. No domingo, já estamos na segunda, na terça já estamos na quarta e sempre um dia a mais do dia que deveríamos viver. Pelo excesso de antecedência, vamos morrer um mês antes.
Está na hora de encarar a folha branca da agenda e não escrever. O costume é marcar o compromisso e depois adiar, que não deixa de ser uma maneira de ainda cumpri-lo.
Tempo é ternura.
Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.
Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. Produzir sentido da absoluta falta de lógica.
Tempo é ternura.
O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.
Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.
Está na hora de encarar a folha branca da agenda e não escrever. O costume é marcar o compromisso e depois adiar, que não deixa de ser uma maneira de ainda cumpri-lo.
Tempo é ternura.
Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.
Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. Produzir sentido da absoluta falta de lógica.
Tempo é ternura.
O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.
Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.
Somente descobriremos a intensidade se permitirmos durar. Se existe disponibilidade para errar e repetir. Quem repete o erro logo se apaixonará pelo defeito mais do que pelo acerto e buscará acertar o erro mais do que confirmar o acerto. Pois errar duas vezes é talento, acertar uma vez é sorte.
Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.
Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.
Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.
Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.
Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.
Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.
Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.
Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.
Fabrício Carpinejar
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
E se?
O arrependimento por deixar de fazer algo é, sem dúvida, pior que arrepender-se por fazê-lo. “E” e “se” são duas palavras tão inofensivas quanto as palavras podem ser. Mas coloque as juntas, lado a lado, e elas terão o poder de te perseguir pelo resto de sua vida. Esse último trecho faz parte da carta da personagem Sophie para a de Claire, no filme Cartas para Julieta. Este é um filme que faz pensar a respeito do medo de arriscar se, e do quanto isso reflete durante a vida.
Arriscar-se é ter a liberdade de pôr fim a uma incerteza, é o melhor a ser feito. Se você perder, vai saber o que aconteceu, podendo assim evitar a dolorida questão “e se...”. Afinal, nem sempre a mesma oportunidade retorna.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Pequena Verdade
- Sabe, no deserto a gente se sente um tanto quanto sozinho.
E o pequeno príncipe responde:
- Entre os homens também!
Antoine de Saint-Exupéry
domingo, 17 de julho de 2011
Leia 1 livro por semana, sugere "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes"
Para ser um líder, é preciso ter disciplina no aperfeiçoamento de suas habilidades, buscar a inovação, uma comunicação empática, equilibrar os desafios da vida pessoal e profissional, não descuidar da saúde física nem espiritual, anular hostilidades, inspirar-se em exemplos de cooperação. Ufa, lendo assim, até parece fácil.
Esses conselhos guiam um famoso best-seller da estante de líderes e gerentes. Com mais de 15 milhões de exemplares comercializados no mundo inteiro, o livro "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", escrito por Stephen R. Covey, foi publicado pela primeira vez em 1989. A mais recente edição brasileira (30ª) traz um novo prefácio do autor e suas respostas às perguntas mais frequentes. Covey é especialista em assuntos sobre família, consultor empresarial e professor. Seu best-seller produziu diversos filhotes, como "Vivendo os 7 Hábitos".
O texto deste guru (ele odeia o termo) da motivação é resultado de suas pesquisas sobre a extensa bibliografia que promete dar a receita para melhorar a relação do indivíduo com seu ambiente social, principalmente no trabalho. O autor consegue resumir toda essa tradição de manuais de motivação, usados pelas companhias para levantar o ânimo das equipes e maximizar seu nível de satisfação e produtividade.Para o desenvolvimento mental, o autor recomenda a leitura frequente. Na página 355, ele escreve: "Não existe melhor maneira de instruir e expandir sua mente de modo sistemático do que o hábito de ler boa literatura. Você pode entrar em contato com as mentes mais aguçadas que existem hoje, ou que já passaram pela face da Terra. Recomendo que se inicie com o objetivo de ler um livro por mês, depois um a cada duas semanas, depois um por semana."
Segundo o autor do best-seller, literatura de qualidade, como as grandes obras, os clássicos, autobiografias, a "National Geographic" e outras publicações que expandem nossos conhecimentos culturais, bem como a literatura atualizada dos diversos campos do conhecimento, podem expandir seus paradigmas e afinar o instrumento que é a mente.
Afinal, quais são os sete hábitos das pessoas altamente eficazes? Covey relaciona:
1) seja proativo;
2) comece com o objetivo em mente;
3) priorize;
4) busque benefícios mútuos em todas as interações;
5) procure primeiro compreender, depois ser compreendido;
6) crie sinergias, e
7) afine o instrumento.
1) seja proativo;
2) comece com o objetivo em mente;
3) priorize;
4) busque benefícios mútuos em todas as interações;
5) procure primeiro compreender, depois ser compreendido;
6) crie sinergias, e
7) afine o instrumento.
Nesse último hábito, o livro ensina como renovar as quatro dimensões da natureza do indivíduo: física (exercício, nutrição, cuidados com o estresse), espiritual (clareza de valores e envolvimento, estudo e meditação), social/emocional (ajuda, empatia, sinergia, segurança interna) e mental (leitura, visualização, planejamento e escrita).
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Ou Isto ou Aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares!
guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . . e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles
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